Nasceu no território de Gex, França, no dia 8 de setembro
de 1787 e foi Batizada com o nome de Jeanne Marie Rendu, filha de uma
família de ricos burgueses, cuja nobreza consistia mais nas suas profundas
convicções cristãs. Ainda adolescente sentiu o apelo de Deus que a chamava
a consagrar-se ao seu serviço.
Aos 15 anos, em 25 de maio de 1802, foi bater à porta da Casa Mãe das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, pedindo sua admissão na Companhia.
Fez seu Noviciado (Seminário), na Casa Mãe e quando formada
recebeu o nome de Irmã Rosalie e enviada para servir os Pobres na Casa
de Caridade da Rua L'Epée-de-Bois, bairro de Saint Mareel, onde por 40
anos dedicou-se a aliviar toda a sorte de misérias, organizando Projetos
de Assistência Social e socorrendo os necessitados.
Em 1833, quando alguns jovens universitários, entre eles Frederico Ozanan, sentiam-se inspirados a fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo, foi a Irmã Rosalie que os animou e lhes deu as instruções práticas para o exercício da Caridade.
A Caridade era a sua vida e os pobres a sua constante preocupação. Em seu coração a presença de Deus estava sempre ligada à dos pobres. Mais de uma vez, no momento das refeições, não podia sentar-se à mesa sem dizer: "Uma coisa me sufoca e me tira o apetite: é pensar que há tantas famílias que não têm pão."
Nos seus últimos anos várias doenças a fizeram cruelmente
sofrer; mesmo cega não deixou de atender aos pobres até o fim de sua vida
e em fevereiro de 1856 a Irmã Rosalie se unia definitivamente a Deus.
Toda a cidade de Paris se abalou e, pela última vez, ela recebeu a visita
daquela multidão que ela durante a sua vida servira com tanto amor: pessoas
de todas as categorias e profissões, grandes e pequenos, ricos e pobres,
sábios e operários, todos misturados, confundidos, exprimindo, sob formas
e maneiras diversas os mesmos sentimentos e a mesma dor.