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A Companhia, fundada no século XVII por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, é
conhecida na Igreja pelo nome de Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo,
Servas dos Pobres. (c.1.1)
São Vicente dizia às Irmãs: "Tende presente: foi o
povo, ao ver o que fazeis e o serviço que nossas primeiras Irmãs prestavam
aos Pobres, que vos deu tal nome; este permaneceu como característico
de vossa atividade" (s. v.P. 04.03. J 658).
A Companhia das Filhas da Caridade é uma Sociedade de Vida Apostólica em comunidade, que
assume os Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência, conforme suas constituições
e estatutos, para servir corporal e espiritualmente os Pobres, vendo neles a pessoa de Jesus
Cristo Crucificado.
O início da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo foi muito simples e
inesperado:

Uma família do Vilarejo, hoje cidade de CHATILLON - SUR - CHALARONNE,
estava ameaçada pela doença e na casa não havia nenhuma pessoa em condições
de dar assitência aos dontes.
Durante a Missa, São Vicente recomenda esta família necessitada aos fiéis.
E à tarde, quando ele mesmo vai visitar a família, ele encontra
uma multidão de pessoas indo e vindo. São Vicente entendeu o sinal
de Deus: tão somente é necessário canalizar e organizar
esta caridade que as pessoas já trazem no coração.
Neste dia nasceu a Confraria das Senhoras da Caridade.
São Vicente descobriu a miséria material e espiritual de sua época e consagrou
sua vida ao serviço e à evangelização dos pobres.
Para isso fundou as Confrarias da Caridade ( Senhoras da Caridade, hoje, Voluntárias da
Caridade) e os Padres da Missão. Nesta ocasião encontrou-se com Luiza de Marillac e associou-a
a sua atividade com os pobres. As senhoras da Caridade, impedidas por seus maridos, deixaram
de assistir pessoalmente os pobres, mandando suas criadas. Uma jovem camponesa, Margarida
Naseau, apresentou-se ao Padre Vicente para dedicar-se aos mais humildes trabalhos que as
senhoras das confrarias não assumiam junto aos pobres. Com grande amor evangélico, fez-se a
serva dos mais abandonados. Seu exemplo foi comunicativo, pois logo outras jovens a seguiram.
Vicente as confia à Luiza de Marillac para instruí-Ias.
A 29 de Novembro de 1633 as (4) quatro primeiras Irmãs se reúnem com Luiza para viver um
mesmo ideal, em comunidade fraterna. Seis meses depois já são (12) doze. Foi uma novidade na
época, pois até então só havia vida consagrada em clausura. E agora elas vivem no meio do povo,
indo à casa dos pobres para atender os doentes. Depois, à medida das necessidades, ocuparam-se
dos doentes nos hospitais, da instrução das jovens, das crianças abandonadas, dos galés, dos
soldados feridos, dos refugiados, das pessoas idosas, dos dementes e outros...
Alguns anos mais tarde, convictos de que a Caridade de Cristo que deve impulsionar a
Companhia não conhece fronteiras, os Fundadores enviaram à Polônia um primeiro grupo de Irmãs.
A 18 de janeiro de 1655, a Companhia foi aprovada pelo Cardeal de Retz, Arcebispo de Paris,
e, a 8 de junho de 1668, recebeu a aprovação pontificia do Papa Clemente IX.
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